quinta-feira, 17 de junho de 2010

Lacunas na Multidão

Minha inspiração é o nada
que o futuro reserva aos sentidos
Surpresa na evolução do tempo
O silencio do vazio em meus ouvidos

Silencio que a cidade nega
com a beleza do caos em progressão
Do cachimbo de lata do mendigo
aos carros desgovernados na contra mão

Me encanto com a dúvida
ao cavar um túnel sem final
Olhando diretamente nos olhos
não me sinto tão só nesta maldita nau

Subdivididos em quadrados
de metal, alvenaria ou papelão
Somos uma unidade dissipada
Todos sem saber para onde vão

E com esta rima simples e sincera
Encerro esta merda de reflexão
E para não ficar no vácuo
Repasso-te um beijo amortecido da solidão

3 Versos:

Felipe da Costa Marques disse...

um óculo fatal o poema!

Adriana Karnal disse...

vc encerra com uma acidez lírica...rsrsrs,adorei.

Mirze Souza disse...

Tomaz!

Você escreve bem demais! Fico vidrada!

Beijos

Mirze