Minha inspiração é o nada
que o futuro reserva aos sentidos
Surpresa na evolução do tempo
O silencio do vazio em meus ouvidos
Silencio que a cidade nega
com a beleza do caos em progressão
Do cachimbo de lata do mendigo
aos carros desgovernados na contra mão
Me encanto com a dúvida
ao cavar um túnel sem final
Olhando diretamente nos olhos
não me sinto tão só nesta maldita nau
Subdivididos em quadrados
de metal, alvenaria ou papelão
Somos uma unidade dissipada
Todos sem saber para onde vão
E com esta rima simples e sincera
Encerro esta merda de reflexão
E para não ficar no vácuo
Repasso-te um beijo amortecido da solidão
3 Versos:
um óculo fatal o poema!
vc encerra com uma acidez lírica...rsrsrs,adorei.
Tomaz!
Você escreve bem demais! Fico vidrada!
Beijos
Mirze
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