terça-feira, 3 de agosto de 2010

Tiroteio

Eu sei que o gatilho é leve
neste peso que carregas no peito
Disparo o que eu sinto aos olhos
Amor e medo!
A arma e o defeito

As balas se desintegram
mas o buraco ali necrosa
Dilacerado e transbordando
dor, mágoa e lágrimas...
Inexplicáveis em simples prosa

Agridoce como sorriso apaixonado
tuas feridas tem vida própria
Não mais espinhos e sim pregos
agora habitam tão bela rosa

E então vamos queimar essa porra toda
Arranhando abraços e beijos em nossa enfermidade
Integrados ao conjunto da flora dos erros
Pregos, balas e rosas são apenas uma unidade

5 Versos:

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Entre mortos e os fé[r]-idos... :)

Felipe da Costa Marques disse...

Amigo, Engenheiro e Apaixonado;

Tu morres no final,
Tu morres no final da palavra

Se fossemos eternos, garanto,
Tu morres no final...

Abraço Cruzmaltino!
Té!

Mirze Souza disse...

Belo, forte e intenso!

Assim é sua poesia, TOMAZ!

Mas bebo assim mesmo.

Um abraço!

Mirze

Anônimo disse...

Adorável e melindroso - o medo parideiro - elaiê!!!

- Henrique Pimenta

André HP disse...

Você manja, garoto.