segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Papel Higiênico



A desova do erro é a conseqüência
À vista, e em tempo real
Sem pindureta, nem cheque especial
Apenas o débito da escolha sem anuência

Usar a si mesmo como moeda
Faz da alma um cheque sem fundo
Carimbado no verso com decadência

E se a cotação estiver em queda ?
No extrato, o prejuízo é fecundo
Voltemos então a ela, a conseqüência.

Erupção dos nervos em evidência
Do céu ao chão em um segundo
Na face, expresso remorso imundo
Ao idioma palavrão, peço licença:

Vá se fuder no inferno !
De coração, desejo a ti
Valor material do mundo

Enfie no cu as malditas notas!
Pagando com juros tua incoerência.


* Fonte da Imagem : http://downloads.open4group.com/wallpapers/1024x768/papel-dinheiro-7639.html

2 Versos:

Henrique Pimenta disse...

No cu então!

(DELES!!!)

Kiro Menezes disse...

Não canso de reler esse poema!

Estou passando para dizer Obrigada pela visita e também que gosto mesmo do que vc escreve!!!

Te deixo um grande beijo e um ótimo fds.

♥ ^_^•